Governo retoma agenda com Mercosul e os EUA


Convencido que as exportações e os investimentos estrangeiros são uma importante porta de saída para a crise, o presidente Michel Temer decidiu, desde o início de seu governo interino, fortalecer a vertente econômica em sua política externa.

Por coincidência, o maior sócio do Brasil no Mercosul, a Argentina, tinha tomado a mesma decisão. Resultado: no último ano, o bloco retomou sua dimensão comercial, depois de uma década e meia em que a união funcionou principalmente como um foro de articulação política que fazia contraponto aos Estados Unidos.

"Não temos a veleidade, como tiveram os governos do PT, de criar na América do Sul organizações que possam se contrapor aos Estados Unidos", disse ao Estado o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. "Achamos perda de tempo."

Em vez disso, a ênfase é devolver ao Mercosul seu objetivo original, que é ser uma zona de livre comércio. O que não é tarefa fácil, com os sócios atravessando crises econômicas. De toda forma, há um claro esforço para recolocar as engrenagens em funcionamento.

Os quatro sócios fundadores, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, assinaram um acordo para proteger investimentos que uma empresa de um país faça em outro. Está em construção outro acordo, para facilitar as vendas de produtos para os governos.

O bloco busca também se aproximar dos membros da Aliança do Pacífico. E, se tudo correr como o planejado, fechará as linhas gerais de seu acordo com a União Europeia no final deste ano, depois de 18 anos de negociação.

O alinhamento ideológico com os países chamados "bolivarianos", por sua vez, foi colocado em segundo plano. Mas não houve ruptura, segundo explicou o chanceler. O relacionamento é "normal" com países como Bolívia e Equador. Cuba não aceitou o embaixador que o Brasil designou para lá. "Mas isso é problema deles, não vou criar caso por isso", afirmou.

A posição brasileira em organismos internacionais, de clara reprovação em relação à Venezuela, decorre da ruptura do atual governo com a ordem democrática e com a própria constituição do país.

"De um lado, temos de velar pela primazia dos direitos humanos e da democracia, compromissos nossos", afirmou Aloysio. "Mas por outro lado também temos de respeitar outro princípio constitucional, que é o da não intervenção." O Brasil mantém relações diplomáticas e comerciais com o país.

Tampouco houve reversão na chamada relação Sul-Sul, que ganhou muita ênfase no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Aloysio está na África justamente para retomar contatos que ficaram em "banho-maria" durante o governo de Dilma Rousseff.

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Governo retoma agenda com Mercosul e os EUA Governo retoma agenda com Mercosul e os EUA Reviewed by Anderson Nascimento on 17:30:00 Rating: 5
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