quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Estados vizinhos do Rio temem migração de criminosos após intervenção federal

A intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro trouxe apreensão para moradores de quase 30 cidades dos outros três Estados da região Sudeste do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O temor é de que criminosos que se sintam encurralados em municípios fluminenses em que há um reforço no policiamento com tropas militares nas ruas acabem migrando para um desses outros Estados. Nesta quinta-feira (22), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, se reunirá na capital paulista com secretários de Segurança para discutir estratégias para controlar essa debandada.

Das três unidades federativas, até agora apenas o Espírito Santo apresentou um plano de contingência para barrar possíveis migrações. “Nossos serviços de inteligência não detectaram nada até o momento, mas decidimos nos precaver para evitar que grupos criminosos se instalem por aqui”, explicou o secretário da Segurança Pública capixaba, André Garcia.

Conforme o secretário, os quase 200 quilômetros de divisa com o Rio e Minas Gerais receberão reforços diários no patrulhamento. Por dia serão mais 140 policiais civis e militares para rodovias que passam por oito cidades do Estado com o objetivo de combater principalmente os crimes de tráfico de drogas, armas e roubos de cargas. “São delitos que costumam ocorrer com maior frequência no Rio do que aqui. Com essa intervenção federal, imaginamos que poderia haver essa migração”, afirmou Garcia. Nessas cidades o clima é de preocupação, conforme fontes do governo capixaba.

Desde a conferência ECO-92, no Rio, diversas vezes houve um reforço no policiamento nas rodovias do Espírito Santo para evitar a entrada de criminosos fluminenses, mas nenhuma grande prisão ocorreu. Ainda assim, o temor persiste.

Questionadas sobre o assunto, as secretarias de Minas Gerais e São Paulo não detalharam seus planos. A secretaria de Minas informou que seu planejamento está sendo realizado em ações conjuntas que envolvem bombeiros, polícias civil e militar além dos responsáveis pelo sistema penitenciário. Nos próximos dias, o Governo mineiro deve informar como será esse plano de contenção.

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