quinta-feira, 8 de março de 2018

Suzane Richthofen deixa prisão por período de 10 dias


Condenada a 39 anos de cadeia por ajudar na morte dos pais, em 2003, Suzane von Richthofen deixou a penitenciária de Tremembé hoje cedo, 8, para passar dez dias ao lado do noivo, Rogério Olberg. Como tudo na vida de Su – apelido dado pelas colegas de prisão – envolve polêmica, sua saída temporária não poderia ser diferente. Ela já cumpriu um sexto da pena e é considerada uma presa exemplar. Com esses predicados, ela já tem direito de progredir para o regime aberto. Ou seja, Suzane poderia ficar livre, leve e solta desde já. Poderia. Apesar de o seu alvará de soltura definitivo estar neste momento sobre a mesa, esperando a assinatura da juíza da 1ª Vara de Execuções Penais de Taubaté, Wania Regina Gonçalves da Cunha, o promotor que acompanha a execução da pena de Suzane, Paulo de Palma, quer que a detenta seja submetida ao teste de Rorschach antes de ela ir para casa definitivamente. O resultado do teste revelará traços marcantes da personalidade de Suzane e responderá principalmente a seguinte pergunta: ela seria capaz de cometer novamente um assassinato?

Como Suzane já foi submetida ao Rorschach há quatro anos, a juíza Wania Regina dispensou o novo teste, mas o Ministério Público recorreu a instâncias superiores para que a Justiça não dê alforria à criminosa sem a aplicação do exame, conhecido também como teste do borrão. O impasse continua. Se Suzane ganhar essa batalha nos próximos dez dias, ela pode não voltar para a cadeia. Em 2014, segundo documentos anexados ao processo de execução penal da detenta, o teste do borrão  atestou que ela é dotada de “egocentrismo elevado” e “agressividade camuflada”, além de ser “manipuladora, insidiosa e narcisista”.

Suzane saiu da cadeia com as unhas pintadas de vermelho e radiante sob uma garoa fina. Ao se deparar com jornalistas, fechou a cara. Ruiva e magra, vestia blusa verde-bebê e calça jeans colada no corpo, ressaltando as formas do quadril. Seu noivo chegou às 6 da manhã e ficou sob a chuva à espera da amada, que só saiu da prisão às 8h50. Não se beijaram, mas se deram às mãos e partiram em carro popular de Tremembé até Angatuba, a 362 quilômetros do presídio. No veículo, apesar de estar sozinha com namorado, Suzane seguiu no banco de trás, protegida dos fotógrafos pela película escura dos vidros. Em Angatuba, o casal de pombinhos costuma passear de mãos dadas pela praça central, tomar sorvete, namorar e bater ponto em cultos evangélicos das igrejas da cidade, que é pacata e tem 20.000 habitantes.

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